
{"id":17796,"date":"2024-03-28T12:48:14","date_gmt":"2024-03-28T12:48:14","guid":{"rendered":"https:\/\/uptec.up.pt\/?p=17796"},"modified":"2025-03-21T15:47:05","modified_gmt":"2025-03-21T15:47:05","slug":"ooo_rita_campos_costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptec.fera.miewstudio.com\/pt-pt\/ooo_rita_campos_costa\/","title":{"rendered":"Rita Campos Costa: \u201cO trabalho do artista \u00e9 muito parecido com o do cientista\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17884&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h4&#8243; text_size=&#8221;&#8221;]<strong>Ao fim de dez anos de provoca\u00e7\u00e3o e irrever\u00eancia, Rita Campos Costa est\u00e1 preparada para deixar a vida rolar. Tem ajudado crian\u00e7as e adultos a crescer ao som da m\u00fasica, e \u00e9 nessa nota que impacta a vida de muitas comunidades. Na sua fornada de \u201cGambozinos\u201d, encontrou as \u201cSopa de Pedra\u201d, e atualmente n\u00e3o dispensa o \u201cmolho\u201d onde o c\u00e9rebro tem de ficar para poder ser a for\u00e7a criativa que \u00e9. N\u00e3o percas esta edi\u00e7\u00e3o do Out of Office sobre a mentora do Frenesim, mas\u2026 \u00e9 para ler com calma.<\/strong>[\/vc_custom_heading][\/vc_column][\/vc_row][vc_row unlock_row_content=&#8221;yes&#8221; row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;5\/12&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17812&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17806&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17810&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][\/vc_column][vc_column width=&#8221;7\/12&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Rita, o\u00a0que \u00e9 o Frenesim?\r\n<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]O Frenesim \u00e9 uma cooperativa cultural cujo trabalho assenta na comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas, o territ\u00f3rio e a arte. O nosso trabalho \u00e9 fazer projetos art\u00edsticos de inser\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, ou seja, trabalhar um territ\u00f3rio, trabalhar as pessoas com uma comunidade, que t\u00eam algo em comum, e usar a arte para aproxim\u00e1-las. Para n\u00f3s, comunidade \u00e9 um grupo de pessoas que t\u00eam algo em comum.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>De que modo \u00e9 que ativam essas comunidades?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]O nosso trabalho \u00e9 agreg\u00e1-las, \u00e9 tornar aquelas pessoas numa comunidade f\u00e9rtil, e fazemo-lo atrav\u00e9s da arte. Come\u00e7a com pequenas provoca\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, utilizamos jogos, din\u00e2micas art\u00edsticas e comunit\u00e1rias, e come\u00e7amos a retirar informa\u00e7\u00e3o da comunidade, e a construir um processo art\u00edstico. No final deste processo art\u00edstico poder\u00e1 surgir um espet\u00e1culo, que \u00e9 o que acontece a maioria das vezes. Uma tert\u00falia, um jantar, um banquete surrealista onde nenhuma comida \u00e9 comida &#8211; algo que n\u00f3s gostar\u00edamos muito de fazer para toda a UPTEC -, uma instala\u00e7\u00e3o sonora, uma exposi\u00e7\u00e3o como a <em>Loop Station<\/em> que fizemos na UPTEC Baixa, onde ela pr\u00f3pria era uma forma de estar em frenesim\u2026 Tinhas um telefone que tocava, havia algu\u00e9m a falar contigo, que te fazia uma pergunta, deixavas a tua resposta e gravava, tinhas um espelho que te permitia ver o que est\u00e1 atr\u00e1s de ti, tinhas piropos para deixar nos casacos dos colegas quando n\u00e3o sabes o que lhes dizer e, portanto, \u00e9 muito isto: \u00e9 provocar, provocar, provocar.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>E que tipo de comunidades costumam trabalhar?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Trabalhamos com grupos de pessoas que t\u00eam algo em comum, seja o lugar onde vivem, por exemplo, trabalhar pessoas de um bairro social, onde podemos pensar \u201cporque \u00e9 que este bairro \u00e9 assim? O que \u00e9 que trazemos ao bairro? E o que \u00e9 que o bairro nos traz?\u201d. Trabalhamos com institui\u00e7\u00f5es, por exemplo, uma de Esposende para pessoas com dem\u00eancia, trabalhamos com grandes empresas ou equipas mais pequenas, trabalhamos na \u00e1rea da sa\u00fade mental com a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia, entre outros.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17802&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Um trabalho que achas que \u00e9 valorizado?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Parece bastante abstrato e bastante intang\u00edvel. O que \u00e9 que se faz ent\u00e3o? E, por vezes, \u00e9 confundido com aqueles <em>workshops<\/em>, <em>team buildings<\/em> de \u201cvamos todos cantar\u201d ou \u201cvamos todos pintar\u201d e n\u00e3o, tem muito mais que ver com o lirismo que a vida nos traz, a beleza e a palha\u00e7ada, do que propriamente fazeres uma coisa muito bem.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>E como \u00e9 que tudo come\u00e7ou?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]H\u00e1 um tempo atr\u00e1s\u2026 na ilha do Sol (risos). O Frenesim nasceu quando nasceu o meu primeiro filho, e n\u00e3o foi por acaso. Estas hist\u00f3rias s\u00e3o indissoci\u00e1veis. Eu engravidei sem querer, isto \u00e9 conhecido por toda a gente, com o Z\u00e9, o meu parceiro no Frenesim, que nem sequer era meu namorado, e ent\u00e3o decidimos experimentar viver, fazer vida juntos. Primeiro foi um filho, depois o <a href=\"https:\/\/uptec.fera.miewstudio.com\/pt-pt\/empresas\/frenesim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Frenesim<\/a>, e depois outra filha, e o Frenesim foi crescendo, e j\u00e1 tem 10 anos! O Frenesim nasceu e cresceu sempre, para bem e para mal, organicamente. Nunca tivemos de procurar trabalho, nunca tivemos de pensar no que \u00edamos fazer, porque estava sempre a aparecer algo, o que \u00e9 bom. E tamb\u00e9m surgiu porque eu dava aulas de m\u00fasica.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_column_text]\r\n<blockquote>\r\n<h3>\u201cGosto da ideia de que est\u00e1 tudo sempre em transforma\u00e7\u00e3o\u201d<\/h3>\r\n<\/blockquote>\r\n[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Foi nessa \u00e1rea em que te formaste?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Na verdade, eu estudei Direito, mas comecei a dar aulas de m\u00fasica para pagar a tese de mestrado em Direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, e a achar que dar aulas era muito mais fixe do que exercer Direito (risos). Na altura vivia em Lisboa, mudei-me para o Porto, e dei muitas aulas de m\u00fasica em col\u00e9gios, escolas, tamb\u00e9m em lares, e foi ao chatear-me com a ideia do que se tinha de fazer e lecionar na escola, onde me questionava do porqu\u00ea de termos de fazer determinadas coisas com os mi\u00fados, quando eles t\u00eam muito mais para dar. Sa\u00ed das escolas e houve um grande grupo de pais, de uma escola p\u00fablica, que me disseram: \u201cProfessora Rita, agora crie alguma coisa porque n\u00f3s n\u00e3o vamos ficar sem si\u201d e assim foi. Um m\u00eas depois, pedi uma parceria \u00e0 Casa das Artes do Porto, fizeram-nos uma ced\u00eancia e l\u00e1 estivemos durante seis anos, onde cri\u00e1mos um servi\u00e7o educativo que chegou a ter 160 pessoas, todas as semanas, dos beb\u00e9s aos av\u00f3s. Ainda temos alguns connosco, que agora t\u00eam 16 anos, e come\u00e7aram com tr\u00eas, portanto, foi mesmo acompanhar vidas de fam\u00edlias e de escolas.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>E o nome de onde \u00e9 que veio?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Na altura havia outro nome que era bastante mais est\u00fapido (risos), mas os nomes, tal como os nomes de bandas, conseguem ser mesmo aleat\u00f3rios&#8230; sei l\u00e1, os Beatles, \u00e9 um nome rid\u00edculo, os carochas, mas depois os nomes pegam e s\u00e3o sonantes s\u00f3 porque sim. Eu pr\u00f3pria sou um Frenesim, e gosto da ideia de que est\u00e1 tudo sempre em transforma\u00e7\u00e3o, est\u00e1 tudo sempre a acontecer, e est\u00e1 sempre tudo a borbulhar.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row unlock_row_content=&#8221;yes&#8221; row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;5\/12&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17804&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17836&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17848&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17852&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][\/vc_column][vc_column width=&#8221;7\/12&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>O que \u00e9 que vos fez escolher a UPTEC?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Acabamos por sair da Casa das Artes, e foi quando surgiu o convite do Andr\u00e9 Forte da UPTEC, que nos abriu a porta e convidou-nos para vir para c\u00e1. A ideia de virmos para a UPTEC, e em particular, aqui para a UPTEC Baixa, seria podermos criar uma rede entre as empresas. Mais do que uma rede de trabalho, &#8211; porque acabamos por estar cada um no seu escrit\u00f3rio, temos todos imenso que fazer e, portanto, \u00e9 uma ilus\u00e3o acharmos que vamos criar uma grande rede de trabalho, mas sim uma rede de algum reconhecimento de \u201cestamos aqui, h\u00e1 uma coisa que nos une, e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um espa\u00e7o para onde vimos trabalhar\u201d. Este era um dos nossos grandes objetivos. Cri\u00e1mos o coro de adultos \u00e0 noite, criamos um laborat\u00f3rio art\u00edstico, tamb\u00e9m todas as quartas-feiras, mas de manh\u00e3, ambos gratuitos para toda a comunidade UPTEC, onde o objetivo \u00e9 precisamente trabalhar a metodologia <a href=\"https:\/\/www.frenesim.pt\/frenesim\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Frenesim<\/a>, trabalhar o processo art\u00edstico e comunit\u00e1rio, criar projetos com os adultos que querem vir aprender a criar projetos com as m\u00e3os na massa. N\u00e3o trabalhamos muito a teoria, trabalhamos a pr\u00e1tica e informamos com teoria.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>O que \u00e9 que gostas mais da comunidade da UPTEC?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Desde logo, o local onde estamos. A UPTEC Baixa \u00e9 mesmo inspiradora, este jardim \u00e9 incr\u00edvel, este edif\u00edcio tem uma sensa\u00e7\u00e3o muito boa, temos uns vizinhos maravilhosos. Gostamos de falar muito nos nossos vizinhos. Gostamos desta ideia de trabalhar a vizinhan\u00e7a, seja ela onde for. Agora, n\u00e3o \u00e9 por acaso que \u00e9 uma incubadora. Somos uma ind\u00fastria criativa, art\u00edstica e cultural. N\u00e3o somos nem cient\u00edfica nem tecnol\u00f3gica, muito embora utilizemos a tecnologia num sentido art\u00edstico. O Z\u00e9, que \u00e9 o outro lado da dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica, \u00e9 compositor e \u00e9 m\u00fasico eletr\u00f3nico. Muitos trabalhos que fazemos, incluindo com beb\u00e9s, \u00e9 muito debru\u00e7ado sobre m\u00fasica eletr\u00f3nica, sobre o potencial da tecnologia na arte. Ainda assim, somos uma cooperativa cultural, art\u00edstica e, portanto, n\u00e3o d\u00e1 tempo para tudo. O nosso trabalho \u00e9 muito fora, mas gostava que pudesse haver uma coisa de todos, uma coisa que \u00e9 feita presencialmente. Sejam estas provoca\u00e7\u00f5es que v\u00e3o acontecendo, e que faz com que as empresas, de alguma forma se unam, e que exista um sentimento de que estar aqui na UPTEC, n\u00e3o \u00e9 igual a estar noutro lado qualquer.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>E este \u201cCoro em Movimento\u201d \u00e9 uma boa forma de dinamizar a comunidade, seja a da UPTEC ou externa?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Sim, a ideia de criar o coro \u00e9 porque acho que todos sabemos cantar. Esta \u00e9 a minha luta. Cantar \u00e9 para todos, a n\u00e3o ser que tenhas um problema grave de audi\u00e7\u00e3o ou nas cordas vocais, cantar \u00e9 um treino. Muitas vezes perguntam-me o que \u00e9 que eu posso fazer para cantar bem? E a minha resposta \u00e9 \u201ctens de cantar muito\u201d! \u00c9 como se fizeres um desenho por dia, ao fim de um m\u00eas, vais desenhar muito melhor. \u00c9 como fazer a espargata, a n\u00e3o ser que te falte uma perna ou que tenhas graves problemas nas articula\u00e7\u00f5es, se treinares todos os dias a elasticidade, vais conseguir fazer, e esta \u00e9 a base. H\u00e1 muita gente que tem medo de cantar, que acha que \u00e9 desafinada, que tem vergonha, e \u00e9 por isso que criamos este coro, que j\u00e1 tem muitos anos, j\u00e1 existia antes de termos vindo para a UPTEC. O coro \u00e9 mais antigo que o pr\u00f3prio Frenesim, e gostamos da ideia de que \u201ccabe toda a gente aqui\u201d. As pessoas at\u00e9 dizem: \u201cse eu cantar mal, expulsa-me\u201d, e a minha resposta \u00e9 sempre que a magia vem das vozes todas juntas.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>E quem \u00e9 que faz parte do coro?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Temos pessoas muito diferentes, em termos de profiss\u00f5es, de feitios, de refer\u00eancias. N\u00e3o temos mesmo nada que ver uns com os outros. No entanto, cria-se aqui uma pequena bolha de espa\u00e7o e tempo, um sentimento de escola, de campo de f\u00e9rias, de Erasmus. Em que algu\u00e9m faz anos, e traz um bolo porque vai festejar com a fam\u00edlia do coro. Depois sa\u00edmos daqui, estamos no centro da cidade, vamos petiscar e vamos beber um copo.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_column_text]\r\n<blockquote>\r\n<h3>\u201cSe estou a pedir \u00e0s pessoas que se envolvam emocionalmente, intelectualmente e artisticamente, eu tamb\u00e9m tenho de o fazer\u201d<\/h3>\r\n<\/blockquote>\r\n[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>O que \u00e9 que costumam cantar?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Costumamos cantar Beatles (a minha banda favorita), Z\u00e9 M\u00e1rio Branco, Portishead, Mercedes Sosa&#8230; M\u00fasicas e artistas fant\u00e1sticos. O repert\u00f3rio \u00e9 muito relaxado, n\u00e3o achamos que um coro se fa\u00e7a pela afina\u00e7\u00e3o, mas sim por estarmos todos a curtir uma m\u00fasica juntos. Depois disso acontecer, a\u00ed \u00e9 que vamos trabalhar a parte t\u00e9cnica. Primeiro vem a parte pessoal, e depois vem a t\u00e9cnica, e acho que, muitas vezes, as propostas art\u00edsticas, e n\u00e3o s\u00f3 na verdade, s\u00e3o ao contr\u00e1rio.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17834&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Nota-se que existe uma paix\u00e3o muito grande por esse projeto.<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Sem d\u00favida. As pessoas que v\u00eam para o Coro tamb\u00e9m procuram um hobbie, n\u00e3o \u00e9? Eu normalmente saio do trabalho e desligo o r\u00e1dio, \u00e9 o oposto do que \u00e9 o meu dia, \u00e9 sil\u00eancio. No entanto, todas estas atividades art\u00edsticas e culturais que proporcionamos, e que se cruzam com os hobbies de muitas pessoas, j\u00e1 \u00e9 o meu trabalho. E n\u00e3o se pode fazer isto sem prazer. H\u00e1 um ano, por exemplo, parei de trabalhar durante tr\u00eas meses por sentir que isto n\u00e3o estava a ser bom. Este trabalho pede muito de n\u00f3s, porque se estou a pedir \u00e0s pessoas que se envolvam emocionalmente, intelectualmente e artisticamente, eu tamb\u00e9m tenho de o fazer. E depois existe a conjuntura portuguesa e internacional, pois o trabalho art\u00edstico, em cultura, \u00e9 prec\u00e1rio. Ent\u00e3o procuramos um trabalho que nos d\u00ea prazer e que pede muito de n\u00f3s, pois \u00e9 uma coisa que j\u00e1 sabemos que n\u00e3o \u00e9 para enriquecer.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Esse sentimento n\u00e3o pode prejudicar o teu processo criativo?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Ultimamente tenho falado muito sobre a diferen\u00e7a de criar e produzir. Os artistas come\u00e7aram a criar como quem produz, ent\u00e3o na pandemia foi clar\u00edssimo. Tu tinhas de produzir para ter dinheiro, incluindo as propostas de apoio do Estado. Tinhas sempre uma fun\u00e7\u00e3o, como se a arte tivesse uma fun\u00e7\u00e3o que n\u00e3o servisse a si pr\u00f3pria, e isto \u00e9 a grande discuss\u00e3o, \u00e9 por isso que n\u00e3o h\u00e1 apoio art\u00edstico suficiente, porque ainda n\u00e3o se percebeu que a arte \u00e9 importante porque sim. N\u00e3o porque \u00e9 importante para o desenvolvimento do c\u00e9rebro, porque \u00e9 importante para a matem\u00e1tica, etc. N\u00e3o, \u00e9 importante porque sim, porque \u00e9 com arte que nos questionamos, e ao questionarmo-nos estamo-nos a desenvolver.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17844&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Estes projetos entre outros, como os coros instant\u00e2neos, as oficinas-concerto para beb\u00e9s, acabam por exigir muito de ti\u2026<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]H\u00e1 dias de trabalho chei\u00edssimos, todas as quartas-feiras trabalhamos das 9:30 \u00e0s 22 horas, ent\u00e3o tem de haver tempo para n\u00e3o fazer nada, e sem vergonha. N\u00f3s paramos, todos os anos, um m\u00eas inteiro em agosto, 15 dias no Natal, 15 dias na P\u00e1scoa, e ainda assim, vamos tirando f\u00e9rias a meio, porque o c\u00e9rebro precisa de estar de molho para ter novas ideias. Eu e o Z\u00e9, que tamb\u00e9m \u00e9 o meu companheiro de vida, aprendemos que temos de parar, temos de sintonizar, e n\u00e3o vamos stressar se as ideias n\u00e3o vierem logo. Vamos parar tudo o que estamos a fazer, e vamos s\u00f3 estar bem juntos, falar, pensar neste projeto, mas sem press\u00e3o de ter ideias. Vamos passear, vamos para a praia, vamos almo\u00e7ar fora, vamos fazer coisas que n\u00e3o costumamos fazer, at\u00e9 porque o c\u00e9rebro do ser humano \u00e9 pregui\u00e7oso; vai seguir sempre o caminho mais f\u00e1cil, que n\u00e3o \u00e9 o da criatividade, mas sim o mais previs\u00edvel, por isso, \u00e9 mesmo importante obrig\u00e1-lo a seguir novos caminhos.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Sem criatividade n\u00e3o existe progresso?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]H\u00e1 um livro muito interessante do Planeta Tangerina que se chama \u201cComo ver coisas invis\u00edveis &#8211; observa\u00e7\u00f5es, experi\u00eancias e perguntas de artistas, cientistas e outras pessoas com imagina\u00e7\u00e3o\u201d, e \u00e9 um livro que compara a ci\u00eancia com a arte. \u00c9 muito interessante porque muita gente v\u00ea que n\u00f3s fazemos parte de um parque de ci\u00eancia e tecnologia, e perguntam o que \u00e9 que tem que ver connosco, e a realidade \u00e9 que o trabalho do artista \u00e9 muito parecido com o trabalho do cientista, no sentido de que o nosso trabalho n\u00e3o vem de \u201cah, tive uma ideia genial\u201d, mas vem sim de observar a realidade, organizar a realidade, baralhar tudo, perceber as vari\u00e1veis, reorganiz\u00e1-las, categorizar, padronizar e perceber, atrav\u00e9s de refer\u00eancias do que ouve e de exerc\u00edcios de erro-a\u00e7\u00e3o, se se consegue chegar a novos lugares, e isto \u00e9 igual com a ci\u00eancia.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17838&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row unlock_row_content=&#8221;yes&#8221; row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;5\/12&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17850&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17861&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17858&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17863&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17866&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][\/vc_column][vc_column width=&#8221;7\/12&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>O vosso percurso de trabalho comunit\u00e1rio tem uma passagem na Gr\u00e9cia, em 2017, por um campo de refugiados. De que forma \u00e9 que o teu trabalho tentou ajudar aquela comunidade?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Na realidade, eu n\u00e3o gosto nada de falar sobre esse tema, sobre este trabalho, e posso explicar o porqu\u00ea&#8230; primeiro, porque h\u00e1 sempre um certo embara\u00e7o e vergonha, que tem que ver com a ideia de que est\u00e1s l\u00e1 muito pouco tempo para aquilo que aquelas pessoas precisam. E \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o sa\u00edres de l\u00e1 com o sentimento de \u201cvais l\u00e1, faz umas coisas e vens embora, voltas para a tua vidinha incr\u00edvel que tens aqui, para o teu T3, com os teus filhos que comem cornflakes ao pequeno-almo\u00e7o\u201d, e isso faz-me um bocado de confus\u00e3o no sentido de que este mundo \u00e9 um s\u00edtio horrivelmente injusto. Por outro lado, descobri no campo de refugiados que estava gr\u00e1vida da minha segunda filha e, portanto, tenho sensa\u00e7\u00f5es muito estranhas. Estava permanentemente mal disposta. N\u00f3s fomos para um campo afeg\u00e3o, cuja guerra nunca deixou de existir, e que tem gente que est\u00e1 l\u00e1, e que vai morrer l\u00e1, porque \u00e9 um campo j\u00e1 h\u00e1 muito estabelecido. Ent\u00e3o estar a trabalhar l\u00e1 e a pensar \u201cisto \u00e9 o que lhes resta\u201d \u00e9 um sentimento muito dif\u00edcil de lidar.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Como \u00e9 que consegues mitigar esse sentimento?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Tentando fazer capacita\u00e7\u00e3o das pessoas que est\u00e3o l\u00e1 de forma mais prolongada. Por exemplo, atualmente n\u00f3s trabalhamos numa cl\u00ednica de reabilita\u00e7\u00e3o, e ao chegarmos l\u00e1, temos um impacto t\u00e3o grande e diferenciado, que as pessoas que l\u00e1 est\u00e3o todos os dias perguntam-nos como \u00e9 que fomos capazes de trazer uma s\u00e9rie de coisas que influenciaram positivamente os pacientes, e \u00e9 claro que isso \u00e9 bastante injusto para quem l\u00e1 est\u00e1, todos os dias, a cuidar deles. Como tal, tentamos passar a trabalhar numa forma de capacita\u00e7\u00e3o das pessoas que est\u00e3o nos locais, dar forma\u00e7\u00e3o, de modo a que o efeito daquilo que n\u00f3s fazemos possa ser multiplicado. Este potencial de continuidade \u00e9 algo muito importante para mim, e foi algo que aprendi no campo de refugiados.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Focaram-se em trabalhar mais com crian\u00e7as?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Inicialmente era com crian\u00e7as dos seis aos nove anos, mas a certa altura, os pais das crian\u00e7as come\u00e7aram a vir bater-nos \u00e0 porta a dizer que tamb\u00e9m gostariam de trabalhar connosco, e depois vieram os adolescentes, ent\u00e3o acabamos por trabalhar com todo o campo. No final, escrevemos um livro que ficou l\u00e1, onde estabelecemos e enquadramos a metodologia Frenesim, porque \u00e9 que trabalhamos assim, fases de trabalho de uma sess\u00e3o, fases de trabalho de um projeto, o que ter em conta, como fazer algo acontecer, escrevemos refer\u00eancias art\u00edsticas, jogos de quebra-gelo, e foi a primeira vez que segmentamos a nossa forma de trabalhar.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Ao longo destes dez anos de Frenesim, qual consideras ser o momento mais positivo?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Agora! Estamos com uma data de mudan\u00e7as, outras coisas menos boas, e muitos projetos, mas estou muito tranquila, e isso \u00e9 incr\u00edvel. \u00c9 a sensa\u00e7\u00e3o de que ningu\u00e9m vai morrer, nada \u00e9 urgente. Eu n\u00e3o sou m\u00e9dica, nem ju\u00edza, posso fazer as coisas com calma. O mundo n\u00e3o me vai fugir das m\u00e3os. \u00c9 esta sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 tudo bem, estou a ver o caminho, trabalhar por projetos e ter uma sensa\u00e7\u00e3o de tranquilidade, porque n\u00f3s j\u00e1 temos o ano de 2024 fechado, mas est\u00e1s sempre a ter de pensar no que vir\u00e1 a seguir. Apesar disso, eu estou na plena posse das minhas capacidades e n\u00e3o estou com medo. N\u00f3s trabalhamos at\u00e9 aqui para fazer isto acontecer desta forma. Estou segura de que o que fa\u00e7o \u00e9 muito bem feito. A partir do momento em que comecei a trabalhar menos, a priorizar, eu fa\u00e7o o dobro. Estou a trabalhar muito melhor, porque j\u00e1 n\u00e3o estou perdida dentro de mim, dentro de todos os meus pap\u00e9is. Existe agora uma linha de pensamento de dar sempre o meu melhor, mas por vezes n\u00e3o d\u00e1s, e est\u00e1 tudo bem, porque se estiveres sempre a dar o teu melhor, \u00e9 quando chegas ao fim do dia, e j\u00e1 n\u00e3o tens mais nada para dar. Chego a casa e tenho filhos, em que condi\u00e7\u00f5es vou estar com eles? Tenho de estar bem, portanto, agora sinto-me muito bem.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h4&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>A intoler\u00e2ncia ao gl\u00faten n\u00e3o lhe tirou vontade de descobrir toda a cor que o mundo lhe podia dar. Os diferentes est\u00edmulos que teve ao longo da vida fizeram abrir o seu espectro de criatividade, e num percurso cheio de acasos, nada como a sua palavra favorita, capaz de fazer corar de vermelho os mais puritanos, para ser o catalisador de um dos seus objetivos de vida: n\u00e3o \u201camarelar\u201d e ir viver um ano, com os filhos, para a pureza verde dos A\u00e7ores.<\/strong>[\/vc_custom_heading][\/vc_column][\/vc_row][vc_row unlock_row_content=&#8221;yes&#8221; row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;5\/12&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17814&#8243; caption=&#8221;yes&#8221; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17871&#8243; caption=&#8221;yes&#8221; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17828&#8243; caption=&#8221;yes&#8221; media_width_percent=&#8221;100&#8243; ][\/vc_column][vc_column width=&#8221;7\/12&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Como foram os teus primeiros anos de vida?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Nasci no Porto a 18 de julho de 1988. Os meus primeiros anos de vida ouvi dizer que foram tramados, estou a aprender isso agora na psic\u00f3loga (risos). N\u00e3o deixo nada para dizer! Ouvi dizer que foram tramados porque tenho uma doen\u00e7a cel\u00edaca, que quer dizer que n\u00e3o posso comer gl\u00faten, algo que est\u00e1 na moda, mas n\u00e3o posso mesmo, tenho uma doen\u00e7a desde que nasci, ent\u00e3o passei os dois primeiros anos de vida, segundo a minha m\u00e3e, a chorar cheia de dores, mas eu n\u00e3o me lembro de nada (risos).[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>E de onde veio a tua vertente art\u00edstica?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Acho que aquela ideia de que as coisas nascem connosco \u00e9 uma fal\u00e1cia. At\u00e9 se diz que a arte \u00e9 10% talento e 90% transpira\u00e7\u00e3o, portanto, s\u00f3 se forem esses 10%. Acho que tenho um tipo de personalidade muito curiosa, e acho que essa \u00e9 a base deste trabalho, \u00e9 seres curioso com o mundo. Lembro-me desde sempre que o meu sonho era ser famosa (risos), n\u00e3o era nem ser m\u00fasica nem atriz, era ser famosa. Que rid\u00edculo, n\u00e3o \u00e9? (risos) E lembro-me que o meu grande problema era que no dia em que for famosa, vou andar na <em>passerelle<\/em> e como n\u00e3o sei andar de tac\u00f5es, vou cair (risos). Mas eu estudei m\u00fasica toda a vida e foi algo que me formou muito. N\u00e3o s\u00f3 a m\u00fasica, mas a forma como estudei. Estudei dos tr\u00eas aos 18 anos numa escola chamada \u201cGambozinos\u201d, que \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o cultural do p\u00f3s 25 de Abril, muit\u00edssimo importante naquela data, muit\u00edssimo revolucion\u00e1ria, muit\u00edssimo de resist\u00eancia. Foi uma escola de vida, apesar de eu ter estado l\u00e1 a estudar m\u00fasica, tinha uma data de atividades, incluindo o \u201cPensar ao Lado\u201d, que era ao s\u00e1bado de manh\u00e3. Os meus melhores amigos s\u00e3o de l\u00e1. Eu era adolescente e \u00edamos ao s\u00e1bado de manh\u00e3 ao \u201cPensar ao Lado\u201d para falar sobre temas do mundo. Ler not\u00edcias, perceber o que \u00e9 que se passava, perceber ao lado do que nos dizem. Refletir, associar, discutir. E foi uma forma\u00e7\u00e3o de m\u00fasica muit\u00edssimo diferente. Eu cantei desde muito nova com o S\u00e9rgio Godinho, com o Z\u00e9 M\u00e1rio Branco, com a Am\u00e9lia Muge que, para quem conhece, s\u00e3o pessoas muito importantes. Eu lembro-me de me sentir muitas vezes deslocada, apesar de ser bastante desembara\u00e7ada na escola, porque ouvia este tipo de m\u00fasicas e as crian\u00e7as n\u00e3o ouviam este tipo de coisas. E eu era a \u00fanica que n\u00e3o era batizada, tamb\u00e9m era complicado. A minha professora prim\u00e1ria dizia: \u201cveem, \u00e9 a \u00fanica que n\u00e3o \u00e9 batizada\u201d, eu e o Diogo Reis e tinha muita vergonha (risos). Pedi \u00e0 minha m\u00e3e para ser batizada e a minha m\u00e3e respondeu, \u201cpode ser, mas tens de ir \u00e0 catequese, n\u00e3o vais ser s\u00f3 batizada. Mas para ires \u00e0 catequese, tens de deixar os Gambozinos e a m\u00fasica, queres?\u201d E eu: \u201cN\u00e3o, deixa l\u00e1\u201d (risos).[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Como \u00e9 que surgiu a ideia de criar as \u201cSopa de Pedra\u201d?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]A maioria das minhas amigas da \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/artist\/4gxE4rhxD6r2JgS8nu98zn?si=_N-2NoTTRm-kY2kjWU1Z0w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sopa de Pedra<\/a>\u201d s\u00e3o dos \u201cGambozinos\u201d. Surgiu sem querer, como em tudo na minha vida (risos). Engravidei sem querer, fui para Direito sem querer, tudo na minha vida \u00e9 sem querer. N\u00e3o contei ainda esta parte, mas eu at\u00e9 ia para teatro. Eu sempre soube que ia para teatro, mas quando fui entregar a ficha ENES, encontrei l\u00e1 uma colega, nem sequer era amiga da escola, que me disse \u201cvou para Direito, e tu?\u201d e eu \u201cVou para teatro\u201d. \u201cPara teatro? Que desperd\u00edcio, tens m\u00e9dia de 18, porque \u00e9 que vais para teatro?\u201d ent\u00e3o l\u00e1 me inscrevi em Direito\u2026 E sabes aquela hist\u00f3ria dos Monty Python, chegar a casa e dizer aos meus pais: \u201cM\u00e3e, pai, tenho uma coisa para vos contar. N\u00e3o se zanguem, mas eu afinal vou para Direito\u201d e eles passaram-se (risos). Mas eu fui na mesma e adorei estudar Direito. Havia tanta coisa para aprender, adorei estudar aqui na FDUP, e essa \u00e9 outra das raz\u00f5es pelo qual gosto tanto de estar no Baixa, porque olho para a FDUP e lembro-me que fui muito feliz. E com a banda foi igual. N\u00f3s \u00e9ramos amigas, sa\u00edamos muito juntas, cant\u00e1vamos muito, e uma vez o Pedro Lamares, que \u00e9 ator, e que estava muitas vezes connosco, disse que n\u00f3s dev\u00edamos ir cantar ao \u201cPinguim\u201d, e depois uma pessoa qualquer, que era manager de uma banda, disse que nos ia arranjar uma tour, e que se corresse bem, que ficava connosco (risos). A nossa banda tem dez elementos, e nem todas andaram nos Gambozinos, ali\u00e1s, temos uma teia de rela\u00e7\u00f5es inacredit\u00e1veis. Duas delas s\u00e3o irm\u00e3s. Outras duas s\u00e3o primas diretas pelos dois lados, portanto, dois irm\u00e3os casados com duas irm\u00e3s. Eu sou prima em terceiro grau destas duas. As duas irm\u00e3s viveram em Macau, e viveram l\u00e1 com outra ao mesmo tempo, depois de serem amigas de escola e nunca mais se terem visto. Depois, acabei por viver com uma das irm\u00e3s em Lisboa. A outra irm\u00e3 fez Erasmus com outra amiga nossa na Holanda. Depois estas duas viveram, a seguir, em Londres. Depois, quatro delas viveram juntas, e a nossa vida foi sempre assim. Vivemos muitas vezes juntas umas com as outras e a banda foi surgindo. Foi mesmo por acaso.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17873&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>E como est\u00e1 o projeto?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]N\u00e3o est\u00e1 parado, porque recebemos imensos convites, mas temos de os recusar porque todas n\u00f3s estamos ocupadas com os nossos projetos. Eu tenho o Frenesim, ou seja, n\u00e3o est\u00e1 parado por falta de p\u00fablico nem por falta de interesse, mas sim por falta de m\u00e3o nossa nisto.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17875&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>\u00c9 quase como combinar um jantar (risos).<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]\u00c9 muito dif\u00edcil, e depois as coisas come\u00e7am a crescer. Se dantes era \u201cvamos cantar ali\u201d e \u00edamos, de repente tornamo-nos numa das primeiras bandas de mulheres &#8211; j\u00e1 existiam muitas associa\u00e7\u00f5es -, a recolher m\u00fasica tradicional, a traz\u00ea-la para o contempor\u00e2neo, a refaz\u00ea-la, e a funcionar como banda e n\u00e3o como uma associa\u00e7\u00e3o. E a decis\u00e3o sobre os projetos que podemos aceitar s\u00e3o tomadas por unanimidade. J\u00e1 nos pediram para figurar em an\u00fancios de televis\u00e3o, e basta uma dizer que n\u00e3o, que n\u00e3o se faz, e estamos todas bem com isso. Participar na Eurovis\u00e3o? N\u00e3o. Agora ir cantar no 25 de Abril ao Pal\u00e1cio de S\u00e3o Bento? N\u00e3o temos as condi\u00e7\u00f5es reunidas para isso, e estamos bem com isso. Portanto, n\u00e3o temos muitos concertos porque \u00e9 dif\u00edcil conciliar tudo, mas vamos agora a Paris cantar, no \u00e2mbito do 25 de Abril.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>O que \u00e9 que mais \u00e9 mais indispens\u00e1vel na tua vida?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]F\u00e9rias. N\u00e3o sei se j\u00e1 me perguntaste isto ou se vais perguntar \u201co que \u00e9 que eu preciso na minha vida, se pudesse escolher uma coisa\u201d? Mais dinheiro. Mais dinheiro para ter mais f\u00e9rias. Para poder n\u00e3o estar sempre a pensar e a fazer contas. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 contas de dinheiro, mas contas estrat\u00e9gicas, de vida. Para mim, indispens\u00e1vel \u00e9 descansar. \u00c9 sair daqui! \u00c9 n\u00e3o estar sempre com a culpa de trabalhar (risos)! \u00c9 mesmo indispens\u00e1vel. \u00c9 lazer, e lazer n\u00e3o s\u00e3o hobbies. Lazer \u00e9 estar com amigos, \u00e9 ir jantar fora, \u00e9 n\u00e3o estar sempre em <em>loop<\/em> de trabalho, e a sentir que tenho coisas para fazer. No mundo em que vivemos, o trabalho \u00e9 intermin\u00e1vel, nunca tem fim. Portanto, para mim, f\u00e9rias s\u00e3o uma necessidade absoluta. Como estamos agora num per\u00edodo mesmo dif\u00edcil de trabalho, vou tirar f\u00e9rias daqui a duas semanas. Vamos passar seis dias fora com nossos filhos e, daqui a um m\u00eas, faremos outra viagem de seis dias, eu e o Z\u00e9. \u00c9 indispens\u00e1vel.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_column_text]\r\n<blockquote>\r\n<h3>\u201cDaqui a cinco anos, eu gostava de parar um ano com os meus filhos\u201d<\/h3>\r\n<\/blockquote>\r\n[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Onde \u00e9 que te v\u00eas daqui a cinco anos? Costumas fazer planos a longo prazo?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Nada, h\u00e1 quem diga \u201cum dia vou para o Frenesim e vou-te fazer os planos de neg\u00f3cios\u201d (risos). Nada, n\u00e3o sei. N\u00e3o fa\u00e7o ideia. Podia nem estar aqui, podia nem existir o Frenesim. J\u00e1 tive muito apego de \u201cisto n\u00e3o pode acabar\u201d e agora n\u00e3o tenho, at\u00e9 pode nem existir. Sei l\u00e1 o que \u00e9 que vai acontecer. Coisas boas, de certeza. N\u00e3o vou ter mais filhos, posso garantir, que j\u00e1 chega de noites sem dormir (risos). Daqui a cinco anos, eu gostava de parar um ano com os meus filhos. \u00c9 uma coisa que j\u00e1 queria ter feito, mas depois veio a pandemia. Viver um ano nos A\u00e7ores, um ano em que a minha vida era completamente diferente. Eu gostava muito, mas daqui a cinco anos, se calhar eles j\u00e1 n\u00e3o me ligam nenhuma (risos).[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17816&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Qual \u00e9 o teu maior defeito?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Eu acho que n\u00e3o possu\u00edmos virtudes nem defeitos, apenas caracter\u00edsticas. A minha maior virtude \u00e9, na verdade, o meu maior defeito. Tem que ver com a forma como as usas. Se calhar o facto de eu ser muito curiosa, voluntariosa e de ir sempre onde quero, ser extrovertida e ser criativa, \u00e9 tamb\u00e9m o meu maior defeito. \u00c9 o que faz com que eu tamb\u00e9m seja mais ansiosa, ocupe o lugar dos outros, e talvez n\u00e3o confie tanto nas ideias dos outros porque j\u00e1 estou ali. Portanto, esta \u00e9 a minha teoria, e esta \u00e9 a base Frenesim. \u00c9 de que forma \u00e9 que n\u00f3s usamos as nossas caracter\u00edsticas, porque n\u00e3o s\u00e3o defeitos nem qualidades. Aquilo que mais te irrita em ti, tem o outro lado da moeda, que \u00e9 aquilo onde tu tens de mais precioso. Estar sempre a tentar melhorar os teus defeitos como se fosse uma coisa m\u00e1 ao inv\u00e9s de tentar enquadr\u00e1-los, e perceber de que forma \u00e9 que eles s\u00e3o \u00fateis e de que forma \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o. Ser aparentemente muito extrovertida \u00e9 muito bom para muita coisa, mas por outro lado, \u00e9 uma queimadela constante, e pode ser um grande problema. Pronto, \u00e9 esta a minha teoria. Tem que ver com a forma como os usas.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Palavra preferida?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Queres que eu te diga? N\u00e3o pode aparecer, pois n\u00e3o? \u00c9 fod**** (risos). Agora mais a s\u00e9rio, \u00e9 a palavra \u201camarelo\u201d. Amarelo \u00e9 uma grande palavra. \u00c9 tudo. \u00c9 luz. Amarelo \u00e9 tudo! Mas a minha cor favorita \u00e9 vermelho, por acaso (risos). Eu sou bastante n\u00e3o coerente, eu fa\u00e7o quest\u00e3o de n\u00e3o ser coerente (risos).[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17820&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Tens alguma data que te esteja gravada na mem\u00f3ria?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]A data em que os meus filhos nasceram\u2026 Tenho de dizer isso, n\u00e3o \u00e9? At\u00e9 me fica mal (risos). Mas olha, tenho uma outra data, o dia em que entrei para a faculdade de Direito. Adorei estar na faculdade. N\u00e3o sei o dia, mas sei que foi em 2006. Ter ido para esta faculdade em espec\u00edfico permitiu-me conhecer muita gente de terras pequenas que sonha em ser doutora, e eu vinha de uma escola de betos, e de uma fam\u00edlia de pseudointelectuais de esquerda, o oposto, portanto, e foi muito giro para perceber outros mundos completamente diferentes, pessoas completamente diferentes de mim\u2026 Tunas e praxes, os meus pais, como \u00e9 \u00f3bvio, s\u00e3o contra, e foi muito fixe para eu me relativizar no mundo, para perceber outras formas de viver. 2006 foi um ano de mudan\u00e7a de mim.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; ]<strong>Para finalizar, diz-me tr\u00eas coisas que gostarias de fazer no futuro. J\u00e1 nos disseste uma, tirar um ano com os teus filhos\u2026<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text ]Gostava de ser grande (risos). N\u00e3o sei se sentes que quando vias os teus pais, com a nossa idade, pareciam grandes. Eu sinto muitas vezes \u201conde \u00e9 que est\u00e3o os adultos para me ajudar a tomar estas decis\u00f5es?\u201d (risos). Eu gostava de ser \u201cgrande\u201d, de ter a vida toda orientada\u2026 Preciso que algu\u00e9m tome conta de mim (risos). Mas quando penso realmente nisto, n\u00e3o quero ser muito grande (risos). \u00c9 dif\u00edcil isto\u2026 sabes que nunca fui uma pessoa de pensar nos meus sonhos, ter essa vis\u00e3o l\u00edrica da vida\u2026 tens \u00e9 que saber ter prazer e proveito do que existe e no que acontece. A vida \u00e9 um acaso. Para mim, que sou ateia e bastante destravada, a vida \u00e9 um acaso. \u00c9 um acaso estarmos vivos ainda. \u00c9 um acaso as pessoas morrerem. E, por acaso, conseguimos ser felizes. E a minha vida \u00e9 assim. Acho que o truque \u00e9 saber aproveitar o que existe. N\u00e3o tanto o que a vida nos d\u00e1, mas saber surfar no que existe. Estou numa fase em que j\u00e1 sei que h\u00e1 coisas que n\u00e3o vou fazer na minha vida. Eu n\u00e3o estou a poupar dinheiro para viajar. Eu sei que n\u00e3o vou a s\u00edtios porque eu n\u00e3o estou a poupar dinheiro suficiente para, no espa\u00e7o que me resta de viver, ir a esses s\u00edtios. A Mercedes Sosa tem uma frase numa m\u00fasica, a \u201cVolver a los 17\u201d, que diz \u201c\u00e9s velho o suficiente para fazer tudo o que quiseres, e \u00e9s novo o suficiente para nada ser importante\u201d. A melhor fase da vida, para mim foi aos 20 e tal, quando j\u00e1 tens dinheiro e pensas que podes fazer tudo, mas agora come\u00e7o a olhar, e vejo que vou ter de escolher o que \u00e9 que vou fazer, e a\u00ed sinto que ainda n\u00e3o sou adulta. Eu j\u00e1 estou a sentir isso, mas recuso-me a escolher, apesar da perce\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 muita coisa que j\u00e1 n\u00e3o vou fazer. Acho que \u00e9 a primeira sensa\u00e7\u00e3o de que estou a ficar velha (risos), a primeira crise na idade.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;17824&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_column_text ]<strong>28 de mar\u00e7o de 2024<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Out Of Office deste m\u00eas destaca Rita Campos Costa, do Frenesim, a cooperativa cultural que d\u00e1 m\u00fasica e cor \u00e0 vida de in\u00fameras 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