
{"id":9534,"date":"2022-03-31T15:49:07","date_gmt":"2022-03-31T15:49:07","guid":{"rendered":"https:\/\/uptec.up.pt\/?p=9534"},"modified":"2022-03-31T15:49:07","modified_gmt":"2022-03-31T15:49:07","slug":"ooo_andrecamelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uptec.fera.miewstudio.com\/pt-pt\/ooo_andrecamelo\/","title":{"rendered":"Andr\u00e9 Camelo: &#8220;A incerteza do percurso agrada-me.&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9566&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h4&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<b>Andr\u00e9 Camelo estudou na Faculdade de Arquitetura na U. Porto, na Faculdade de Engenharia da U. Porto, na Porto Business School e ainda passou pelo Polit\u00e9cnico de Mil\u00e3o. Em 2014, tr\u00eas amigos cumpriram o desejo de ter um espa\u00e7o de reflex\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o em arquitetura e fundaram o CREA. Desde a\u00ed, o atelier tem somado projetos, pr\u00e9mios e distin\u00e7\u00f5es,\u00a0sem nunca deixar de privilegiar a proximidade com o cliente. O desporto sempre esteve presente \u2014 principalmente a \u00e1gua e o mar \u2014 e recentemente aventurou-se no surf, que, para si, &#8220;\u00e9 um mecanismo de deixar tudo na \u00e1gua&#8221;. O maior projeto da sua vida \u00e9 a paternidade e <em>imperman\u00eancia<\/em> \u00e9 a sua palavra favorita.<\/b>[\/vc_custom_heading][\/vc_column][\/vc_row][vc_row unlock_row_content=&#8221;yes&#8221; row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;5\/12&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9536&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; bottom-t-top&#8221;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9540&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; bottom-t-top&#8221;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9538&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243; bottom-t-top&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;7\/12&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>O que \u00e9 o CREA? O que \u00e9 que vos distingue de um outro gabinete de arquitetura e reabilita\u00e7\u00e3o?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]O <a href=\"https:\/\/uptec.fera.miewstudio.com\/pt-pt\/empresas\/crea\/\">CREA<\/a> nasceu de um desejo de tr\u00eas amigos de se juntarem e de constitu\u00edrem um espa\u00e7o de reflex\u00e3o e de interven\u00e7\u00e3o na arquitetura, de serena e sobriamente, promovermos \u201ca satisfa\u00e7\u00e3o de fazermos aquilo que quer\u00edamos fazer\u201d. N\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos alguma experi\u00eancia \u2014 n\u00e3o cri\u00e1mos a empresa mal sa\u00edmos da faculdade \u2014e come\u00e7\u00e1mos a desenvolver trabalhos com um enfoque particular na reabilita\u00e7\u00e3o que, na altura, era um movimento que se fazia sentir com bastante fulgor na cidade do Porto. Sempre tivemos, tamb\u00e9m, uma perspetiva mais alargada e n\u00e3o quer\u00edamos ficar apenas na \u00e1rea da reabilita\u00e7\u00e3o, mas quer\u00edamos complementar com constru\u00e7\u00e3o nova e explorar esta rela\u00e7\u00e3o entre o novo e o pr\u00e9-existente. Al\u00e9m disso, sempre soubemos que n\u00e3o quer\u00edamos perder o tra\u00e7o da investiga\u00e7\u00e3o. No fundo, aportar a reabilita\u00e7\u00e3o de contemporaneidade num processo de transmuta\u00e7\u00e3o. Isto tem muito que ver com a forma como n\u00f3s olhamos \u2014 n\u00e3o se resume apenas a arquitetura, mas \u00e0 forma como n\u00f3s nos relacionamos com os edif\u00edcios e com as pessoas. N\u00f3s somos moldados pela forma como vemos, e somos, em grande medida, aquilo que vemos. Nas visitas aos espa\u00e7os que v\u00e3o ser intervencionados, n\u00f3s estabelecemos uma rela\u00e7\u00e3o progressiva de intimidade e, a partir da\u00ed, atrav\u00e9s da nossa forma de olhar, encontramos os aspetos que queremos melhorar e sublimar. \u00c9 esta forma de olhar para os edif\u00edcios que marca de forma decisiva todo o processo.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_column_text]\r\n<blockquote>\r\n<h3>Encontr\u00e1mos aqui um meio prop\u00edcio para essa interse\u00e7\u00e3o de val\u00eancias e de conhecimento \u2014 e continuo a achar que esse \u00e9 aspeto mais rico que a UPTEC tem para oferecer.<\/h3>\r\n<\/blockquote>\r\n[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Quando \u00e9 que surgiu o CREA?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]O CREA come\u00e7ou a trabalhar em 2014. N\u00f3s sediamo-nos logo aqui na UPTEC e tivemos oportunidade de, logo no in\u00edcio do projeto, fazer alguns contactos e parcerias com a empresas que j\u00e1 c\u00e1 estavam. Encontr\u00e1mos aqui um meio prop\u00edcio para essa interse\u00e7\u00e3o de val\u00eancias e de conhecimento \u2014 e continuo a achar que esse \u00e9 aspeto mais rico que a UPTEC tem para oferecer. E n\u00e3o se restringe apenas aqui \u00e0 UPTEC Baixa, porque o CREA pertence ao <a href=\"https:\/\/upin.up.pt\/pt-pt\/spin-off-circle\">The Circle<\/a> \u2014 um grupo de empresas ligadas \u00e0 Universidade do Porto \u2014 e recentemente tivemos um encontro na UPTEC Asprela e foi muito interessante perceber como \u00e9 que algumas empresas est\u00e3o a desenvolver alguns produtos que se podem cruzar com as nossas reflex\u00f5es e anseios.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Quantas pessoas est\u00e3o a trabalhar no CREA atualmente?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Somos quatro pessoas.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Se olhares para todo o percurso do CREA at\u00e9 hoje, quais s\u00e3o os momentos principais que identificas nesta caminhada?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]H\u00e1 sempre o momento do arranque. Esse \u00e9 um momento de incerteza que todas as empresas t\u00eam, mas que \u00e9 tamb\u00e9m carregado de expectativas e de anseios. No entanto, os momentos que acho que nos marcaram mais foi logo um dos primeiros projetos que desenvolvemos: o Centro Corporativo da Miseric\u00f3rdia do Porto, o Instituto Ara\u00fajo Porto. Foi um projeto em parceria com a Arquiteta Margarida Barbosa e, nesse ano, venceu o Pr\u00e9mio Nacional de Reabilita\u00e7\u00e3o Urbana, o que, naturalmente, nos deu alguma visibilidade e abriu-nos algumas portas. Al\u00e9m disso, refiro, tamb\u00e9m, uma casa em Le\u00e7a, que sem grande esfor\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o da nossa parte, acabou por ser amplamente divulgado e foi considerada uma das 100 casas desse ano e fomos, inclusivamente, convidados para publicar no jornal do American Institute of Architecht. A partir da\u00ed temos feito um trabalho consistente n\u00e3o s\u00f3 na \u00e1rea da reabilita\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na rela\u00e7\u00e3o entre o novo e o pr\u00e9-existente \u2014 amplia\u00e7\u00f5es, redu\u00e7\u00f5es e mesmo constru\u00e7\u00f5es de raiz. H\u00e1 um percurso que se vai fazendo.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>E esse percurso acaba por estar muito ligado tamb\u00e9m \u00e0 cidade do Porto, n\u00e3o?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Sim, est\u00e1. Esta \u00e9 uma cidade que est\u00e1 com uma din\u00e2mica muito forte na nossa \u00e1rea, \u00e0 semelhan\u00e7a de Lisboa. Embora n\u00f3s tenhamos trabalhos noutras regi\u00f5es do pa\u00eds, temos trabalhado mais aqui e sentimos, efetivamente, esse potencial que a cidade oferece.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>J\u00e1 nos falaste de alguns projetos, mas diz-me quais foram os que mais te deixaram orgulhoso. N\u00e3o podes dizer todos (risos).<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Os projetos s\u00e3o processos lentos e t\u00eam uma certa espessura temporal que permite ir estabelecendo uma rela\u00e7\u00e3o com eles, e que te obriga a criar um distanciamento no final para conseguires ter uma perce\u00e7\u00e3o mais clara sobre a obra. Nessa medida e enquanto processo \u2014 sendo que aqui inscrevo o relacionamento com os clientes e a rela\u00e7\u00e3o com as pessoas, porque a arquitetura n\u00e3o existe desligada da vida \u2014, digo-te, o Instituto Ara\u00fajo Porto e talvez a casa de Le\u00e7a, porque tivemos uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima com os clientes. Diria que no \u00faltimo, as conversas foram muitas vezes quase conceptuais e abstratas, sobre aspetos de luz, de espa\u00e7o e sobre conceitos de viv\u00eancia de uma casa. Al\u00e9m disso, tenho de referir tamb\u00e9m a Escola do Bom Sucesso, porque as escolas s\u00e3o espa\u00e7os de vida e sentimos isso de forma muito latente. Assim que se entra para a primeira visita h\u00e1 um enorme fluxo de energia das crian\u00e7as que ali vivenciam a escola e h\u00e1 um conjunto de necessidades, assim como uma interse\u00e7\u00e3o muito grande com toda a comunidade escolar. Fizemos variadas reuni\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es para sentir quais eram os anseios e absorver um conhecimento objetivo de quem j\u00e1 usava aquele espa\u00e7o, das suas falhas, car\u00eancias e expectativas.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9542&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Quem s\u00e3o os vossos clientes? Eu posso pedir-vos uma solu\u00e7\u00e3o para um projeto meu, mas tamb\u00e9m trabalham com entidades p\u00fablicas, n\u00e3o \u00e9?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Eu diria que n\u00f3s temos os dois registos. Temos algumas entidades p\u00fablicas, que nos permitem desenvolver trabalhos sobretudo de natureza de equipamentos que s\u00e3o desafios muito aliciantes. Temos, por exemplo, trabalhos em escolas, em equipamentos desportivos, edif\u00edcios de servi\u00e7\u00f5es, resid\u00eancias universit\u00e1rias&#8230; S\u00e3o trabalhos que inscrevem programas diversificados e que s\u00e3o, mais uma vez, extremamente desafiantes. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m trabalhamos amplamente com clientes privados e temos, por isso, um grande leque de projetos.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row unlock_row_content=&#8221;yes&#8221; row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;5\/12&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9544&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9546&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9548&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9550&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;7\/12&#8243;][vc_column_text]\r\n<blockquote>\r\n<h3>O projeto implicitamente absorve tudo o que j\u00e1 vimos, tudo o que j\u00e1 escutamos, lemos e sentimos.<\/h3>\r\n<\/blockquote>\r\n[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>E como \u00e9 que se desenvolve um projeto do CREA? Desde o primeiro contacto com o cliente at\u00e9 \u00e0 \u00faltima pintura, resumidamente, como \u00e9 que tudo isto decorre? Se \u00e9 que h\u00e1, sequer, um processo que possa ser descrito.<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Os processos n\u00e3o s\u00e3o estanques nem s\u00e3o repet\u00edveis, mas existem determinados passos que s\u00e3o comuns aos v\u00e1rios projetos que desenvolvemos. N\u00f3s temos um primeiro contacto e decorre, desde logo, um passo fundador: a conversa com o cliente. Nem todos os clientes t\u00eam a mesma informa\u00e7\u00e3o, ou seja, pode ser-nos dada uma grande liberdade, ou outros clientes podem j\u00e1 ter uma ideia muito mais pr\u00f3xima daquilo que pretendem, n\u00e3o obstante a liberdade que nos d\u00e3o para a transformar. Quem pede uma moradia tem uma rela\u00e7\u00e3o com o projeto diferente de um cliente institucional.\r\n\r\nAs visitas s\u00e3o, obviamente, momentos decisivos, que requerem sil\u00eancio, interpreta\u00e7\u00e3o e inclusive especula\u00e7\u00e3o, para se conseguir promover uma perce\u00e7\u00e3o do suporte e para absorver aquilo que s\u00e3o as caracter\u00edsticas do que vai ser intervencionado. A partir da\u00ed, h\u00e1 o processo do desenho que dificilmente \u00e9 sistematiz\u00e1vel. Afinal o projeto implicitamente absorve tudo o que j\u00e1 vimos, tudo o que j\u00e1 escutamos, lemos e sentimos, e n\u00e3o existe qualquer codifica\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es que decorrem desse confronto pessoal com o lugar, o espa\u00e7o e o programa.\r\n\r\nO projeto \u00e9 algo que se vai desenvolvendo de uma forma fluida e serena. H\u00e1, obviamente, quest\u00f5es \u00e9ticas, disciplinares e legais, mas um projeto obedece sempre a uma grande incerteza \u2014 e \u00e9 bom que assim seja \u2014, porque \u00e0s vezes o pr\u00f3prio desenho ou maquete conduzem-nos a um caminho que nos afigurava inesperado. Sabemos sempre que h\u00e1 uma bagagem, h\u00e1 convic\u00e7\u00f5es, h\u00e1 aspetos que consideramos fundamentais, mas este fator de incerteza \u00e9 importante. O projeto vai-se moldando e n\u00f3s vamos conduzindo o processo, mas, de alguma forma, ele tamb\u00e9m nos vai conduzindo a n\u00f3s.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>O CREA n\u00e3o \u00e9 uma tecnologia escal\u00e1vel (risos), por isso o vosso crescimento \u00e9 diferente de muitas outras <em>startups<\/em>. Se te perguntasse onde \u00e9 que queres ver o CREA daqui a cinco ou dez anos o que me dirias?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]N\u00f3s temos vindo a desenvolver projetos progressivamente mais ambiciosos e a mim n\u00e3o me interessa escalar a empresa para um lugar que n\u00e3o me permite controlar de forma muito pr\u00f3xima o resultado do que desenvolvemos. Esta rela\u00e7\u00e3o de intimidade com o projeto que temos e que queremos que os colaboradores tenham \u00e9 fundamental. Nessa medida, eu diria que \u00e9 interessante verificar um crescimento da estrutura, mas sem nunca perder o enfoque da nossa g\u00e9nese. Portanto, o que eu pretendo para o futuro \u00e9 ter sempre mais desafios, porque o meu projeto preferido \u00e9 sempre o pr\u00f3ximo (risos). N\u00e3o procuro um escalar desmesurado da estrutura, mas sim, a internacionaliza\u00e7\u00e3o seria interessante. Gostava de ter a oportunidade de desenvolver trabalho fora do contexto portugu\u00eas.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Olhando agora para tudo o que j\u00e1 aconteceu, terias alterado alguma coisa no CREA?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Se eu dissesse o contr\u00e1rio seria muito estranho e altamente desligado da vida (risos). H\u00e1 sempre coisas que se gostaria de ter feito de outra forma, naturalmente. No entanto, no pr\u00f3prio erro surge, muitas vezes, algum virtuosismo. No fundo, h\u00e1 decis\u00f5es que gostar\u00edamos de ter tomado de outra forma, mas acho que com o passar do tempo \u2014 e diria at\u00e9 com a idade (risos) \u2014 acaba por se infiltrar uma certa serenidade em perceber que isto faz parte do processo. Aquilo que numa fase inicial nos \u00e9 confrontado como um erro, acaba por ser apenas uma inflex\u00e3o. \u00c9 algo que se transmuta, mas n\u00e3o \u00e9 algo que cessa.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_column_text]\r\n<blockquote>\r\n<h3>A arquitetura est\u00e1 progressivamente a caminhar para uma realidade mais fluida e atenta ao contexto mais vasto em que insere, e quando, hoje em dia, se fala em sustentabilidade e em usar materiais naturais, eu acho que este movimento da arquitetura est\u00e1 muito para l\u00e1 disso.<\/h3>\r\n<\/blockquote>\r\n[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Qual \u00e9 o maior desafio que sentes no CREA?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]A arquitetura est\u00e1 em transforma\u00e7\u00e3o. Hoje h\u00e1 um grande enfoque nas quest\u00f5es da sustentabilidade e, sem d\u00favida, que \u00e9 um aspeto decisivo. A arquitetura est\u00e1 progressivamente a caminhar para uma realidade mais fluida e atenta ao contexto mais vasto em que insere, e quando, hoje em dia, se fala em sustentabilidade e em usar materiais naturais, eu acho que este movimento da arquitetura est\u00e1 muito para l\u00e1 disso. N\u00e3o se resume apenas a empregar mat\u00e9rias naturais, n\u00e3o se resume a certifica\u00e7\u00f5es e n\u00e3o se resume a copiar a Natureza, mas muito mais ser informado pela Natureza. Acho que o desafio futuro passa muito por desenvolver de uma forma estruturada e transversal uma arquitetura que d\u00ea resposta a esta consciencializa\u00e7\u00e3o da realidade.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9552&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h4&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<b>Na pausa para almo\u00e7o, Out of Office foi at\u00e9 \u00e0 Praia de Matosinhos com Andr\u00e9 Camelo para apanhar umas ondas. A nata\u00e7\u00e3o, o p\u00f3lo aqu\u00e1tico, o t\u00e9nis e a corrida foram ficando para tr\u00e1s e \u00e9 com o surf que Andr\u00e9 tenta compatibilizar a sua vida. O skate e a bicicleta servem para acompanhar e passar tempos com os seus mi\u00fados e a Ilha do\u00a0Pr\u00edncipe \u00e9 um lugar que n\u00e3o esquece. Os livros foram e s\u00e3o a sua companhia e o que quer mesmo \u00e9 &#8220;ter a liberdade para poder continuar a arriscar&#8221;.<\/b>[\/vc_custom_heading][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>N\u00e3o \u00e9s homem de um <em>hobbie<\/em> s\u00f3 \u2014 e j\u00e1 l\u00e1 vamos \u2014, mas vamos come\u00e7ar pelo surf. Como \u00e9 que surge? A \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 recente na tua vida&#8230;<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]N\u00e3o, n\u00e3o. A \u00e1gua vem de tr\u00e1s e o surf est\u00e1 muito relacionado com isso. Sempre tive uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima com a \u00e1gua, porque fiz nata\u00e7\u00e3o durante algum tempo no Porto e p\u00f3lo aqu\u00e1tico no CDUP. O surf surgiu, eu diria, como a maioria das atividades que se iniciam: uma curiosidade. Houve um desafio e experimentei. O surf tem uma curva de aprendizagem muito lenta (risos), pelo menos para mim. Obviamente que difere de pessoa para pessoa, mas para mim \u00e9 demasiado lenta (risos). Mas o surf n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a atividade f\u00edsica, \u00e9 toda uma din\u00e2mica que se gera da procura do mar e da rela\u00e7\u00e3o com um meio que \u00e9 um contexto radicalmente natural, n\u00e3o obstante termos vista para a cidade ainda (risos). Estamos imersos num elemento que nos traz uma imprevisibilidade enorme que decorre de n\u00e3o haver duas ondas iguais, uma li\u00e7\u00e3o sobre equil\u00edbrio e fluidez. Esta interse\u00e7\u00e3o sensitiva e objetiva com a Natureza que o surf promove, para mim, \u00e9 insubstitu\u00edvel. Eu costumava dizer quando treinava p\u00f3lo, que deixava tudo na \u00e1gua \u2014 refiro-me a preocupa\u00e7\u00f5es e anseios \u2014 e no surf \u00e9 exatamente a mesma coisa. O surf \u00e9 um mecanismo de deixar tudo na \u00e1gua. \u00c9 um momento de liberdade.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Apesar de n\u00e3o ser um desporto de equipa, consegues conhecer outras pessoas tamb\u00e9m.<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Sim, sem d\u00favida. \u00c9 uma atividade que te permite conhecer pessoas muito diferentes, distintas, mas que partilham da mesma paix\u00e3o. Idades que v\u00e3o desde os 14 aos 60 e, de facto, o que nos une \u2014 e tenho muitos amigos que fiz atrav\u00e9s do surf \u2014 \u00e9 aquilo: \u00e9 o surf.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row unlock_row_content=&#8221;yes&#8221; row_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; el_class=&#8221;margin-top-30&#8243;][vc_column width=&#8221;5\/12&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9556&#8243; caption=&#8221;yes&#8221; media_width_percent=&#8221;100&#8243; bottom-t-top&#8221;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9558&#8243; caption=&#8221;yes&#8221; media_width_percent=&#8221;100&#8243; bottom-t-top&#8221;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9560&#8243; caption=&#8221;yes&#8221; media_width_percent=&#8221;100&#8243; bottom-t-top&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;7\/12&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>O surf n\u00e3o apareceu assim h\u00e1 tanto tempo na tua vida, pois n\u00e3o?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]N\u00e3o, n\u00e3o. Comecei h\u00e1 relativamente poucos anos. Eu vou para o mar muitas vezes de manh\u00e3 \u2014 \u00e0s 7 horas manh\u00e3 \u2014 e j\u00e1 fui, inclusivamente, com temperaturas negativas (risos). H\u00e1 um pouco esta loucura de se andar em contraciclo, porque temos de compatibilizar esta atividade com o trabalho, realidade familiar, os mi\u00fados&#8230;[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>E com a pr\u00f3pria \u00e1gua, porque nem sempre \u00e9 poss\u00edvel ir para o mar (risos).<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Sim, e com o pr\u00f3prio estado do mar. H\u00e1 alturas em que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer no Porto, mas podemos ir para Maceda ou para outros locais. O surf tamb\u00e9m nos traz a possibilidade de conhecer s\u00edtios diferentes.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Nunca participaste em competi\u00e7\u00f5es nem nada disso, pois n\u00e3o?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]N\u00e3o, n\u00e3o. Longe disso (risos). Acho que seria constrangedor para quem visse (risos).[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>H\u00e1 pouco falavas da curva de aprendizagem e eu n\u00e3o sou surfista, mas tamb\u00e9m diria que \u00e9 dif\u00edcil aprender aquela t\u00e9cnica e que ainda s\u00e3o necess\u00e1rias umas belas horas de treino para se conseguir fazer qualquer coisa na prancha. Isto tamb\u00e9m \u00e9 um desafio para ti.<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Sim, isso e muitas outras coisas (risos). O surf tem uma virtude, ali\u00e1s tem v\u00e1rias, mas uma delas \u00e9 que nos obriga a ter uma maior consci\u00eancia corporal e aspetos como a flexibilidade e equil\u00edbrio s\u00e3o decisivos. \u00c9 importante trabalharmos essas quest\u00f5es fora da \u00e1gua para depois conseguirmos um bom posicionamento e determinadas abordagens. Fora isso, tamb\u00e9m muito a ver com a quest\u00e3o do mar: a posi\u00e7\u00e3o, o saber interpretar, o ter alguma serenidade e fluidez nos gestos&#8230; Estes s\u00e3o os tais aspetos que me levam a dizer que a curva de aprendizagem \u00e9 lenta (risos). O surf traz-me muitas coisas boas e muita sa\u00fade, por isso n\u00e3o estada preocupado com o meu lento crescimento na atividade (risos).[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Agora \u00e9 o surf que est\u00e1 mais presente, mas desporto sempre te acompanhou ao longo da tua vida.<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Sim, eu com seis anos j\u00e1 estava a pegar numa raquete que era maior do que eu (risos) e joguei t\u00e9nis quase durante dez anos. Em paralelo, praticava nata\u00e7\u00e3o. Tinha, tamb\u00e9m, algum jeito para a corrida e fiz algumas provas aqui no Porto. Mesmo quando morava em Matosinhos sa\u00eda muitas vezes para correr, muitas vezes a desoras, mas tinha essa puls\u00e3o. De forma mais sustentada e federada, pratiquei t\u00e9nis, nata\u00e7\u00e3o e p\u00f3lo aqu\u00e1tico, mas a corrida esteve sempre presente e cheguei a fazer vela, tamb\u00e9m.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Recentemente passaste a ter o skate e a bicicleta, mas talvez numa \u00f3tica diferente, porque agora \u00e9 para acompanhar os teus filhos (risos).<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Nem sabia que sabias disso (risos). Sim, vou andar com os mi\u00fados (risos). Comprei um skate para acompanhar o meu filho e foi por uma raz\u00e3o muito operativa: ficava a ver o Gon\u00e7alo a andar, enquanto eu ficava ali parado (risos). Ent\u00e3o, e quando nos apetece e tamb\u00e9m com a minha filha, andamos de skate e bicicleta. \u00c0s vezes ficamos mesmo pelas ruas, outras vamos para a Casa da M\u00fasica. S\u00e3o atividades l\u00fadicas para fazer com os mi\u00fados. \u00c9 um tempo \u00f3timo.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Al\u00e9m do desporto, sei que h\u00e1 algumas viagens que foram marcantes para ti e para a tua vida.<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]H\u00e1 viagens que me marcaram muito, sim. Eu tenho desde mi\u00fado uma rela\u00e7\u00e3o especial com a Natureza, mas tive cidades que visitei que me deram imenso prazer. Quando estive em Erasmus em It\u00e1lia viajei por l\u00e1 e inclusive pela \u00c1ustria e Su\u00ed\u00e7a. Foi fascinante n\u00e3o apenas pelas pessoas, mas tamb\u00e9m pelos edif\u00edcios e por visitar espa\u00e7os que j\u00e1 faziam parte do nosso imagin\u00e1rio. No Oriente, senti em Singapura uma realidade radicalmente diferente daquilo que vivemos por c\u00e1. Mas dos s\u00edtios que me marcam ainda tenho de te referir os A\u00e7ores e, sem d\u00favida, a Ilha do Pr\u00edncipe. \u00c9 um local absolutamente singular e nada se aproximou ao fulgor que Natureza tem naquele lugar. Uma esp\u00e9cie de Dia Original, de seiva. A maneira de estar das pessoas \u00e9 radicalmente diferente e tu n\u00e3o consegues, por exemplo, contratar uma pessoa para uma semana. S\u00f3 fazem uma tarefa at\u00e9 ao final do dia, porque depois h\u00e1 um <em>reset<\/em> total e cada dia \u00e9 vivido de cada vez. N\u00e3o h\u00e1 programa\u00e7\u00e3o.[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9562&#8243; caption=&#8221;yes&#8221; media_width_percent=&#8221;100&#8243; bottom-t-top&#8221;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_column_text]\r\n<blockquote>\r\n<h3>Os livros promovem reflex\u00f5es que muitas vezes se estendem por v\u00e1rias fases da vida e, certa forma, s\u00e3o referenciais que nos v\u00e3o construindo.<\/h3>\r\n<\/blockquote>\r\n[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>A leitura \u00e9 um dos teus outros passatempos de longa data, n\u00e3o \u00e9?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Em rigor, eu leio hoje infinitamente menos do que lia antes. Enquanto mi\u00fado, adolescente e jovem adulto, a minha vida est\u00e1 marcada pela presen\u00e7a de livros. Os livros promovem reflex\u00f5es que muitas vezes se estendem por v\u00e1rias fases da vida e, certa forma, s\u00e3o referenciais que nos v\u00e3o construindo.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>N\u00e3o gostas de eleger o melhor <em>isto<\/em> e <em>aquilo<\/em>, mas tens alguns livros que tenham sido importantes na tua caminhada?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Em momentos distintos, sim. \u00c9 uma pergunta dif\u00edcil (risos). Livro de Versos, de \u00c1lvaro de Campos, O Idiota, de Fi\u00f3dor Dostoievski, Os Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen, Os Di\u00e1rios, de Miguel Torga, entre muitos muitos outros. Foram estes, mas podiam ter sido outros que te dizia.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Para um arquiteto que tem sempre muitos projetos em m\u00e3os, qual foi\/\u00e9 o teu maior projeto de vida?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]O maior projeto de vida, para quem \u00e9 pai, s\u00e3o sempre os filhos. Essa pergunta \u00e9 f\u00e1cil.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Qual foi o momento mais impactante da tua vida?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Para ser coerente \u2014 e \u00e9 verdade \u2014, \u00e9 o nascimento da minha filha. \u00c9 o momento em que enquanto ser humano passo a estar numa realidade radicalmente diferente. \u00c9 o maior momento de inflex\u00e3o.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Qual \u00e9 o teu lugar preferido do mundo?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]N\u00e3o me vou afastar da realidade quotidiana, n\u00e3o me faz sentido. Eu diria que o meu lugar preferido do mundo \u2014 e percebendo o fio condutor da tua pergunta \u2014 \u00e9 um espa\u00e7o junto do mar. Consigo perceber que perto do mar h\u00e1 um apaziguamento diferente.[\/vc_column_text][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>Qual \u00e9 a palavra que mais gostas?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Imperman\u00eancia (risos).[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_column_text]\r\n<blockquote>\r\n<h3>A incerteza do percurso agrada-me.<\/h3>\r\n<\/blockquote>\r\n[\/vc_column_text][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][vc_custom_heading heading_semantic=&#8221;h5&#8243; text_size=&#8221;&#8221; alpha-anim&#8221;]<strong>O que \u00e9 que queres mesmo fazer na tua vida e ainda n\u00e3o fizeste?<\/strong>[\/vc_custom_heading][vc_column_text alpha-anim&#8221;]Quero ter a liberdade e a disponibilidade para poder continuar a arriscar e saber que o caminho \u00e9 incerto. Na imperman\u00eancia de tudo n\u00e3o quero estar a criar objetivos r\u00edgidos, mas intuir as mudan\u00e7as. A incerteza do percurso agrada-me.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_single_image media=&#8221;9564&#8243; media_width_percent=&#8221;100&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Andr\u00e9 Camelo, cofundador do CREA, um atelier de arquitetura e reabilita\u00e7\u00e3o, foi o convidado do Out of Office da UPTEC em mar\u00e7o.","protected":false},"author":1,"featured_media":9555,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[326],"class_list":["post-9534","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-out-of-office","tag-out-of-office-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Andr\u00e9 Camelo: &quot;A incerteza do percurso 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